domingo, 26 de junho de 2011

O Daimoku poderoso de Paraty!

Durante quase 4 anos, de novembro de 2007 até maio de 2011, moramos num local maravilhoso, numa praia a 6 km de Paraty numa simples casa de pescadores caiçaras. O sol e a lua nasciam na frente da casa e o mar entrava embaixo da varanda e do nosso quarto.

Nesse período, fomos muito felizes desfrutando do convívio com a natureza e realizamos vários chakubukus (ensinamos o Nam-Myoho-Rengue-Kyo e apresentamos a prática budista para as pessoas) . Um deles, um casal madrilenho (Patricia e Gabriel) recebeu o Gohonzon na Espanha em novembro de 2010 e estão se destacando na luta pelo kossen-rufu ( paz mundial através da revolução humana de cada um) espanhol.

Meu filho Diego, que morava conosco, decidiu morar sozinho e recebeu seu Gohonzon ( mandala Budista), no Centro Cultural de Angra dos Reis, em setembro de 2010. Atualmente mora em São Paulo, com a mãe.

Porém, em maio deste ano, como toda vez que vencia o contrato de aluguel da casa, o proprietário disse que precisava da casa...

Desta vez, decidimos não negociar mais e respondemos que entregaríamos a casa no dia 10 de junho, data do vencimento do contrato.

No mesmo dia começamos a procurar uma nova moradia. Não é fácil achar uma casa simples, de frente para o mar em Paraty. Muitas pessoas nos disseram que seria impossível...
No fim da tarde, nosso vizinho, um pescador, irmão do dono da casa, nos disse que tinha achado 2 casas, numa praia a 2 km de onde morávamos.

Fomos ver uma das casas e ficamos encantados. Ficava na areia, frente à Ilha do Araújo, e tinha, como na outra casa, 2 quartos, sala, cozinha, varanda e um gramado que a outra não tinha. O valor do aluguel era exatamente igual!

O contrato dos inquilinos, um casal que só usava o imóvel alguns finais de semana ao ano, vencia no final do mês e tudo indicava que não desejavam renová-lo. O proprietário nos disse que a casa era nossa!

Nosso problema estava resolvido!

Mas, os dias iam passando e o proprietário não resolvia a situação com os inquilinos.. .

Faltando 4 dias para entregar a casa onde morávamos, não tínhamos para onde mudar.
 
Passamos meu 59º aniversário sem perspectivas claras de onde moraríamos.

Faltando 3 dias para entregarmos a casa, uma pessoa que tínhamos conhecido durante a procura nos disse que tinha uma casa do jeito que procurávamos na Ilha do Araújo, uma das maiores ilhas da baía de Paraty.

Enquanto ele ligava para o proprietário, fomos até o cais da praia e pegamos uma carona para a ilha num barco de pescador que já estava saindo.

A casa tem 3 quartos (um a mais que a anterior), sala, cozinha, copa e uma varanda com vista para o mar que fica a menos de 100 metros embaixo da casa.

A vista do mar e do continente, da altura da casa, é espetacular! E está construída no meio da Mata Atlântica e toda sua exuberância. No terreno há várias bananeiras com enormes cachos, coqueiros, jacas, abacateiros, acerola e até aipim (mandioca).

A uns 300 metros, uma praia praticamente deserta com areia fina e águas cristalinas.

E o valor do aluguel é menos da metade do que pagávamos na que morávamos e da outra casa que pretendíamos!!!

Fechamos negócio na hora!

Na noite antes da mudança, fizemos o último chakubuku da casa onde morávamos: um artesão uruguaio, genro de uma chakubuku nossa, também uruguaia, que está realizando a prática provisória ( não recebeu o Gohonzon ainda) há vários meses.

Nossa mudança foi feita num barco de pescadores! Algo que nunca tínhamos imaginado. Como também nunca tínhamos imaginado morar numa ilha num paraíso como é a baía de Paraty!

Pelo que sabemos, nosso Gohonzon é o primeiro consagrado em toda a história da Ilha do Araújo.

Fomos recebidos de maneira maravilhosa pelos moradores da ilha. Alguns nos ofereceram aipim, peixes frescos e camarões.

Estamos realmente encantados!

No terceiro dia na ilha fizemos o primeiro chakubuku na localidade! Ela conheceu o Gohonzon e já está orando Nam-Myoho-Rengue- Kyo. Alguns dias depois, trouxe o esposo para conhecer o Gohonzon e recitar o mantra.

Com menos de 10 dias de ter conhecido o Gohonzon e a prática Budista, já se declara budista e está treinando o Gongyo!

No domingo atravessaram até o continente numa canoa a remo, junto com a Marly, para participar da reunião de palestra em Paraty.

Agora entendemos perfeitamente as razões para virmos morar na Ilha do Araújo! E, mais uma vez, devemos saber aguardar o completo desenvolvimento dos fatos para compreender as situações que estamos vivendo!

Marly Contesini & Ariel Ricci